Óleos Essenciais

Óleo essencial: o que olhar no laudo antes de fechar a compra

Studio Artemis
2 min de leitura
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Dois frascos com o mesmo nome no rótulo podem ter composições muito diferentes. Em óleos essenciais, o nome popular não identifica nada — quem identifica é o binômio botânico, a parte da planta usada e o laudo do lote.

Comece pelo nome científico

“Alecrim” pode ser Rosmarinus officinalis em diferentes quimiotipos, com proporções bem distintas de cineol, cânfora e verbenona — e comportamentos diferentes em fragrância e em uso. “Eucalipto” cobre dezenas de espécies. Sem o binômio e, quando existir, o quimiotipo, você não sabe o que comprou.

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O que um laudo completo traz

  • Cromatografia gasosa (CG/MS): o perfil dos componentes majoritários, que é a impressão digital do óleo;
  • Propriedades físico-químicas: densidade, índice de refração e rotação óptica dentro das faixas esperadas;
  • Origem e método: país, safra, parte da planta e forma de obtenção (destilação a vapor, prensagem a frio das cascas cítricas);
  • Lote e validade: sem rastreio de lote, o laudo não prova nada sobre o material que chegou até você.

Sinais de adulteração

Preço muito abaixo do mercado para espécies de baixo rendimento é o alerta mais óbvio — óleos como rosa e melissa exigem toneladas de matéria-prima por quilo de produto. Diluição em óleo vegetal, adição de sintéticos isolados e mistura com espécies mais baratas aparecem no cromatograma para quem sabe ler.

Um laudo por lote, com o binômio botânico e o cromatograma, vale mais que qualquer adjetivo no rótulo.

Por fim, some a isso a documentação regulatória que o seu uso exige — FISPQ para transporte e manuseio, e a documentação sanitária aplicável ao produto final. Insumo natural também é insumo controlado, e a documentação faz parte da qualidade.

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